sexta-feira, 3 de maio de 2013

MARINHEIROS




          Na Umbanda, em paralelo a linha dos baianos e dos boiadeiros, foi criada a linha dos marinheiros, que são espirítos que em suas últimas encarnações viveram do mar, pelo mar e para o mar.
           Alguns navegaram, outros submergiram nas suas águas profundas e outros afundaram com o navio e tudo mais, arrastados para dentro dele pelas ondas e outros foram arrastados pelas fortes correntes marinhas, deslocando-os de uma região para outra.
        Tal como incontáveis milhões de espíritos viveram montados no lombo de cavalo e foram tocadores de gado,  em incontavéis milhões de espíritos viveram dentro de embarcações e foram marinheiros.
           Entendam marinheiros como sendo (soldados da marinha), navegadores, oficiais, pescadores, povos ribeirinhos ligados a pesca, ex-piratas, saqueadores, etc, todos ligados a linhas D' Água.
          Os Marinheiros de Umbanda formam uma linha de "povos das águas", ou seja, regidos por Yemanjá e as  outras mãe d'água: Nanã, Oxum, Obá, etc.
           Os espíritos que amparam a vida com os recursos do mar (das águas), Yemanjá recompensa com o direito de continuarem a navegar com "bom tempo" em seus mares.
Os Marinheiros de Umbanda estão submetidos a esses dois povos regentes da linha da geração, regidos por:

- Yemanjá - Senhora do lado de cima da "calunga grande" ou do mar(àguas) é quem mais se destaca.
- Omolu -  Senhor da "calunga pequena", a terra rege o lado de baixo, sustentados do eterno vai-e-vem das águas.
       
  Portanto, agora vocês sabem quem são os Orixás regentes da linha dos Marinheiros, que também estão sujeitos:
- Tufões Yansã
- Ciclones Logunan
- Rochas Xangó
- Calmarias Oxalá
- Tempestades Yansã
- Raios Xangó
- Bancos de areia Omulú
- Arrecifes de corais Obá
- Sargaços Oxossi
- Correntes marinhas Ogum, etc.
          Ao se manifestarem incorporados em seus médiuns, esses espíritos se movimentam e "dançam" como se estivessem se equilibrando sobre o tombadilho de um navio o barco em alto mar.
(Rubens Saraceni – Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)


SARAVA UMBANDA 
DULCE

BAIANOS


          Um espírito missionário iniciou a corrente dos “baianos” é porque na Terra ele havia sido um Babalorixá baiano e continuou a sê-lo no plano espiritual. 

          Ele havia sido um baiano cultuador dos orixás e continuou a sua missão em espírito, iniciando um dos mistérios da religião umbandista, pois só um mistério agrega sob sua égide e sua irradiação, tantos espíritos, com muitos deles só plasmando uma vestimenta baiana e um modo de comunicação peculiar.

          São espíritos alegres, brincalhões  e muito descontraídos. Excelentes conselheiros, orientadores, aguerridos e chegados à macumba (dança ritual), durante a qual trabalham, enquanto giram com seus passos próprios.
(Rubens Saraceni – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)

          O arquétipo adotado para a linha de ação e trabalho dos baianos da Umbanda é o culto aos antepassados ou a Egungun, aos tradicionais pais e mães de santo da Bahia, embora manifestem-se pais e mães de santo de todos os recantos do país. Esse arquétipo, segundo Pai Rubens Saraceni, foi criado justamente a partir daqueles que melhor sustentaram e popularizaram o culto aos Orixás no Brasil, ou seja, a figura alegre, curiosa, intrometida e extrovertida dos sacerdotes dos Orixás, com suas rezas, magias, quizilas, feitiços etc. e dos mestres e rezadores nordestinos.

          
          A Linha dos Baianos é essa linha: a dos heróis anônimos 

que sustentaram o culto aos Orixás e os semearam primeiro em solo 

baiano, e posteriormente no resto do Brasil e, com  a Umbanda 

organizada, os levarão ao mundo. 



(Rubens Saraceni – Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)




SARAVA UMBANDA
DULCE

CABOCLOS


          Caboclo, na 


Umbanda, é um mistério, 

uma linha de trabalho, 

uma falange, um grau. É 

o identificador de 

entidades que trabalham 

na vibração ligada a 

Oxossi, o orixá das 

matas e do 

Conhecimento.




          Nas linhas de ação e trabalho dos caboclos, são 


incorporados milhares de espíritos cujas religiões não eram a 

ioruba nem a indígena brasileira. Mas todos têm uma forma de 

incorporação bem característica. 




          Na Umbanda, os caboclos têm uma função relevante, pois 

são eles que assumem a frente nas linhas de trabalho dos médiuns. 



          Os caboclos são o elo de ligação do médium com os 

orixás.  Nas linhas de caboclos estão ocultos sob formas 

plasmadas grandes sacerdotes desencarnados já há muitos séculos, 

muitos sábios, filósofos, professores e sacerdotes dos mais 

variados rituais.

Rubens Saraceni – Umbanda Sagrada – Madras - Ed.)


SARAVA UMBANDA
DULCE